Por Flávia Leite

Instagram:@flavialeiteespanhol

Neste artigo eu vou falar sobre como usei o meu Instagram para engajar meus alunos e divulgar meu trabalho como professora.

Se você quiser vê-lo em vídeo é só clicar aqui embaixo:

 

Comecei a ser professora de espanhol para valer em 2011 quando voltei do meu intercâmbio acadêmico na Argentina desempregada. Antes era funcionária pública e ganhava bem, mas deixei tudo para fazer o intercâmbio e finalmente me dedicar a ser professora de espanhol, que era o que eu queria.

Desde o primeiro mês, em 2011, usei a internet para divulgar meu trabalho e no primeiro mês consegui alunos pelo OLX. O Facebook já era usado no Brasil e algum tempo depois, quando já era professora do Instituto Cervantes de BH, usava os grupos fechados para compartilhar materiais extras, divertidos e proporcionar interação entre estudantes presenciais, online e semipresenciais.

Com o tempo, criei um site para a minha escola, a Ateneo Idiomas, criei um site para mim, descobri como aparecer entre os primeiros do Google e foi assim que  consegui alunos para mim e para a Ateneo durante 7 anos.

Eu sempre posterguei o momento de me dedicar a redes sociais mais íntimas, como o Instagram. Pensava que ia dar muito trabalho (e dá), que eu ia ficar muito ansiosa com relação ao número de likes (hoje menos, mas no começo ficava bastante) e, principalmente, que eu ia chatear os meus amigos com as minhas publicações. Afinal, eu não tinha criado o Instagram para isso.

Comecei tímida, como quase todo mundo começa. Uma sequência de stories sobre um filme, outra sobre um livro, muitos dias sem publicar nada, até que uma agência de lançamento de infoprodutos me encontrou e me propôs parceira.

Preciso abrir um parêntesis rápido para falar desse mercado.

Atualmente, muitas pessoas estão trabalhando para “lançarem” especialistas em todas as áreas. Quando falo lançar especialistas, estou falando de infoprodutos (cursos online, ebooks, grupos de desafios, etc). Essas agências procuram especialistas que queiram gravar cursos e eles ficam com uma porcentagem da venda.

Então, após o contato da agência, comecei a levar mais a sério o trabalho online. Não dava mais para ser de vez em quando. Eu comecei a produzir como o título dessa apresentação diz: posts diários e lives semanais.

A partir daí tive que mudar a minha rotina. Tirei um dia inteiro da minha semana para não dar aulas, ou seja, não ser remunerada agora, para investir no futuro.

Os posts do feed tem como objetivo ser pílulas rápidas de conhecimento e curiosidades.

As lives semanais tem como objetivo dar aulas mais aprofundadas sobre determinado tema. Algumas vezes aproveito às aulas para tratar dos mesmos temas dos meus cursos online (tenho dois gravados, mas ainda não consegui vender, pois não é fácil e não acredite quando alguém te dizer que é), e quando não estou em momento de venda, sigo a mesma sequência didática que sigo com meus alunos particulares.

Então desde o começo do ano, já passei por alfabeto, pronúncia, se apresentar, verbos e temas culturais que também trabalho com meus alunos particulares. Enfim, entrego o máximo de conteúdo para que os alunos possam aprender mesmo sem terem que pagar por isso.

Bom, você pode me perguntar: isso é eficaz? é possível ensinar/aprender idiomas à distância?

É certo que o ensino de idiomas à distância não é nenhuma novidade. Eu ainda lembro de cursos vendido nas bancas com fita cassete ou mesmo video aulas que você comprava e chegavam em VHS. Posso dizer que as lives são a evolução natural disso, com interações ao vivo. Não há novidade nisso.

Mas como é para o aluno? O que fazemos quando nos interessa um assunto e queremos aprender sobre ele? Como nos comportamos? É eficaz o ensino através das redes sociais? O aluno verdadeiramente pode aprender?

Eu me considero um pedaço nesse quebra-cabeça que o aluno, autonomamente, terá que construir para aprender espanhol online.

Com uma hora de aulas semanais comigo no Instagram o aluno poderá aprender muitas coisas, acumular mas sem praticar muito conteúdo.

Mas como ele irá aprender de fato?

Isso é uma grande preocupação minha e sei das limitações didáticas que apresenta essa forma de ensino à distância, mas sempre repito para os alunos:

  1. Esse conhecimento que estou transmitindo precisa ser praticado. Busque aplicativos de troca de conversas com nativos de espanhol que queira também aprender português. Procure em sua cidade eventos de dança, música, festas de países, onde você consiga conhecer pessoas que falem espanhol para praticar com vocês.
  2. Siga mais professores que poderão ensinar outros conteúdos relevantes.
  3. Se alimente de conteúdos nesse idioma: livros, jornais, filmes e séries são de fácil acesso hoje em dia.
  4. Participe das lives e tire dúvidas. Aproveite esse momento para estudar de verdade e não como entretenimento.
  5. Seja um estudante autônomo. Se você não tem o acompanhamento de um professor presencial, então busque estabelecer uma rotina de estudos para sentir um avanço nos seus estudos.

Os meios para atingir vários alunos evoluíram até as atuais lives pelas redes sociais, nas quais o professor que intenciona se conectar com o aluno pode acompanhar a corrente da inovação.

Por último, gostaria de incentivar a todos os professores de línguas que considerem a possibilidade de colocar a sua mensagem no mundo.

Você pode pensar que existem já muitos perfis de professores de inglês, de espanhol, que já não há mais espaço para isso mas eu posso afirmar com segurança: tem muitos, mas ainda não tem você.

Você é único e sua forma de ensinar também.